EU SOU...
Ouvir, estar atento, esta extraordinária experiência, posso compartilhar contigo, mas deixo claro, não é mágico, é um direito, e relembro o “vigiai orai”.
”Eu sou”, afirmas no teu texto como retorno apropriado ao “quem és?”, e veja, encontrei um texto ainda redigido nos preliminares diálogos nossos sobre a IdE, datada em 2000, Paraíso, Fernandópolis. Transcrevo abaixo.
No rastro dos antigos gregos, vale reforçar a secular afirmativa “Homem, conheça-te a ti mesmo”. “Soul” não é mais um texto de auto-socorro, enumerando características de sucesso, reproduzindo testes, mencionando estatísticas. Para ainda mais engrossar a lista de propostas iguais? Oder?
Cabe, porém, uma reflexão. Foram, os próprios filósofos gregos que, concomitantemente, com o desafio, anteciparem a interpretação que desejo destacar: “Homem” no singular! Unicidade. Somos o que somos. E, para o retorno à universal interrogação “quem sou?” não há resposta outra, senão o título deste texto: “Sou”.
A ciência avança nas técnicas da clonagem, mas a própria Dolly é apenas outra “Sou”.
Há, entretanto, características que tornam o “sou” um orgulhosamente único. Viemos e vamos, e nesse ínterim os sonhos são apenas nossos. Valores, nosso íntimo, é um “sou” inviolável. A exteriorização respeita a cultura e as posturas circunstanciais e pontuais, de modo espontâneo e sem prejuízo a nossa individualidade. Tudo é naturalmente vivenciado. Tem por objetivo ser correto, correção que abraça todos os objetivos positivamente imagináveis. O brilho e o acerto provêm do legitimo sentimento mais elevado, o amor incondicional**.
** termo de Krishnamurti
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