quarta-feira, 20 de maio de 2009

STIGMATA, poster do filme

FILME STIGMATA

STIGMATA

“Belo Quinto, Brazil”, uma ficção...

Claudeir Farinelli 

Sinopse: Uma jovem cabeleireira, Frankie Paige, não tem fé em Deus. Tudo muda quando ela, de repente, torna-se vítima dos ataques de uma força desconhecida: Stigmata e passa a ter em seu corpo feridas iguais às chagas de Cristo. ...

 

“Política, futebol e religião não se discutem”, uma advertência plantada pela mediocridade e pela insustentabilidade de justificativas e dogmas de interesses e atos de alienação e/ou dominação.

Milhares de “peregrinos” ajoelharam-se diante de uma casa no subúrbio de São Paulo... Faz um ano... Avalanche de milagres  atribuídos a imagem de Nossa Senhora  “aparecida” no vidro da janela...  Benção da igreja e missa campal... Antes da perícia que atestou falha na têmpera do vidro, os donos da janela saíram do sufoco financeiro... Menos mal!

A prática do sado-masoquismo é atribuida pela psicologia moderna como desvio sexual, uma compensação à impotência da natural fisiologia humana. Assim como adeptos de rituais em que se martirizam, sangram, penso que o desvio não deve contrariar a opinião acima. É a errônea busca desenfreada do prazer inconsequente, filosofia milenar do hedonismo.

Historicamente os “estigmatizados” apresentam diagnóstico atribuído a fanáticos e histéricos ou a ambos. Estátuas que vertem lágrimas de sangue, são aparições freqüentes. Os primeiros são vitimas de patologias e políticas irracionais. As estátuas atestam técnicas magistralmente elaboradas por mãos habilidosas...

    É o filme “Stigmata” que deve estar em destaque, é o foco do questionamento.                                                                                       O filme indiscutivelmente uma produção primorosa, com efeitos expressivos, sejam interpretações, imagens, sonorização.

  A mensagem proposta é o alerta de que a “igreja” não é material (de pedra ou de madeira, citação no filme). Na linguagem moderna, diria ser virtual. Enquanto a espiritualidade - visão e conteúdo - rigorosamente pessoal e íntima está dentro de cada um, são os valores intransferíveis (“está em vós”, citação no filme).

A tempo e sem omitir o classico “gran finale”  à la hollywood:  o jovem padre-cientista, é seduzido pela atraente e impetuosa protagonista...

Sem esquecer, caro amigo Claudeir, ninguém é “mensageiro” sem ser carteiro de suas próprias mensagens, oder?

 

ivkorsch@gmail.com

19/05/09

“novaigrejadoeu.blogspot.com”

     

 

 

 

 

 

domingo, 17 de maio de 2009

o amanhecer na rua das orquídeas....

OK, CLAUDEIR, ACEITO A PROPOSTA DE DIVULGAR E ARCAR COM COMENTÁRIOS E QUESTIONAMENTOS ABERTOS EM RELAÇÃO A "IGREJA DO EU". SEI QUE É ASSUNTO POLEMICO, MAS DEIXO CLARO QUE NÃO SE TRATA DE DESAFIO E SIM DE CONSTRUÇÃO COM POSTURA PEDAGÓGICA E RECEPTIVA A OPINIÕES. A SOMA SERÁ O MOTE DA PRESENTE PROPOSTA. VAMOS NESSA?    12 de maio de 2009

 

O nascedeouro da IdE

  Como não lembrar de tantos dias amanhecendo, enquanto “lá no cantinho da rua das Orquídeas...”, meu pequeno sítio no Paraíso, Fernandópolis, preparávamos o conceito da idéia da IdE.                                                                                                 Hoje,  inicia-se “uma nova experiência”, um encontro e soma de opiniões e vivencias. 12 de maio de 2009

 

sábado, 16 de maio de 2009

IGREJA DO EU "EU SOU..."

EU SOU...

Retorno ao teu brilhante texto “Por isto te digo...”, e inicio afirmando: o “coração” ainda que hoje um recurso retórico insistentemente  desmistificado pela moderna neurociência, o “coração apaixonado”, querido Claudeir, alterando a nomenclatura  ou não, não altera o sentido pretendido e atribuído ao coração simbólico da sede do amor, assim, mantenho a mão sobre o peito e digo “eu amo”. Tens acerto em afirmar, que há muitos mistérios a desvendar, sabe-se muito pouco do muito.

Ouvir, estar atento, esta extraordinária experiência, posso compartilhar contigo, mas deixo claro, não é mágico, é um direito, e relembro o “vigiai orai”.                                                      

”Eu sou”, afirmas no teu texto como retorno apropriado ao  “quem és?”, e veja, encontrei um texto ainda redigido nos preliminares diálogos nossos sobre a IdE, datada em 2000, Paraíso, Fernandópolis. Transcrevo abaixo.

Soul *

No rastro dos antigos gregos, vale reforçar a secular afirmativa “Homem, conheça-te a ti mesmo”.  “Soul” não é mais um texto de auto-socorro, enumerando características de sucesso, reproduzindo testes, mencionando estatísticas. Para ainda mais engrossar a lista de propostas iguais?  Oder?

Cabe, porém, uma reflexão. Foram, os próprios filósofos gregos que, concomitantemente, com o desafio, anteciparem a interpretação que desejo destacar: “Homem” no singular!  Unicidade. Somos o que somos. E, para o retorno à universal interrogação “quem sou?” não há resposta outra, senão o título deste texto: “Sou”.

A ciência avança nas técnicas da clonagem, mas a própria Dolly é apenas outra “Sou”.

Há, entretanto, características que tornam o “sou” um orgulhosamente único. Viemos e vamos, e nesse ínterim os sonhos são apenas nossos. Valores, nosso íntimo, é um “sou” inviolável. A exteriorização respeita a cultura e as posturas circunstanciais e pontuais, de modo espontâneo e sem prejuízo a nossa individualidade. Tudo é naturalmente vivenciado. Tem por objetivo ser correto, correção que abraça todos os objetivos positivamente imagináveis.                                                                                          O brilho e o acerto provêm do legitimo sentimento mais elevado, o amor incondicional**.                                                                             

 *   “Soul” em inglês é “alma”

** termo de Krishnamurti

 Set/2000 Fernandópolis, SP

ivkorsch@gmail.com